Aprender Ciências em Libras: a paisagem linguística como estratégia pedagógica para estudantes surdos
DOI:
10.21439/2965-6753.v7.e2026023Palavras-chave:
educação bilíngue; ensino fundamental; pesquisa colaborativa; translingue.Resumo
O ensino de Ciências da Natureza permanece, em grande parte das escolas brasileiras, organizado a partir de uma lógica oral e auditiva que torna esse componente curricular pouco acessível ao estudante surdo, perpetuando barreiras linguísticas e pedagógicas historicamente construídas. Este artigo apresenta uma proposta de pesquisa colaborativa e qualitativa que objetiva elaborar e implementar atividades pedagógicas fundamentadas na paisagem linguística para o ensino de conceitos científicos em perspectiva bilíngue e visual. A pesquisa será desenvolvida no Ensino Fundamental II, em escola pública do município de Ponta Porã, cidade de fronteira com o Paraguai marcada pela diversidade linguística e cultural, com a participação de um professor de Ciências, um intérprete de Libras e uma estudante surda. O percurso metodológico prevê observação de aulas, entrevistas, planejamento colaborativo e implementação de atividades com recursos visuais e sinais em Libras, com análise de conteúdo e triangulação de dados. Fundamentada na perspectiva histórico-cultural de Vygotsky (1997), no conceito de paisagem linguística de Landry e Bourhis (1997) e nas práticas de translinguagem de Dias (2021), a proposta busca construir estratégias pedagógicas visuais e bilíngues que potencializem a aprendizagem científica da estudante surda, contribuindo para práticas inclusivas e acessíveis para estudantes surdos na educação básica.
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