In(visibilizar) para excluir: o Papel da Avaliação na Injustiça Cognitiva no Ensino de Química
DOI:
10.21439/2965-6753.v7.e2026004Palavras-chave:
Avaliação Inclusiva, Justiça Cognitiva, Ensino de Química, Acessibilidade Epistêmica, Educação SuperiorResumo
Este ensaio teórico problematiza as práticas avaliativas no Ensino Superior de Química, argumentando que sua configuração atual opera como mecanismo de invisibilização e injustiça cognitiva para estudantes com deficiência. Articulando a educação inclusiva (Pletsch; Glat; Mantoan) com a epistemologia do ensino de Ciências (Mortimer; Schnetzler) e a justiça cognitiva (Santos), demonstra-se como barreiras epistêmicas, linguísticas e atitudinais perpetuam exclusões. Defende-se que a reconfiguração avaliativa é condição indispensável para a equidade, propondo uma avaliação mediadora, dialógica e sensível às diferenças, alinhada aos conceitos de zona de desenvolvimento proximal (Vygotsky), ética da diferença (Amaral) e educação libertadora (Freire). Conclui-se que a transformação transcende a adaptação, demandando ruptura com o capacitismo e adoção de paradigma que reconheça a diversidade cognitiva como fundamento para justiça cognitiva na educação química.
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Referências
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