In(visibilizar) para excluir: o Papel da Avaliação na Injustiça Cognitiva no Ensino de Química

Autores

DOI:

10.21439/2965-6753.v7.e2026004

Palavras-chave:

Avaliação Inclusiva, Justiça Cognitiva, Ensino de Química, Acessibilidade Epistêmica, Educação Superior

Resumo

Este ensaio teórico problematiza as práticas avaliativas no Ensino Superior de Química, argumentando que sua configuração atual opera como mecanismo de invisibilização e injustiça cognitiva para estudantes com deficiência. Articulando a educação inclusiva (Pletsch; Glat; Mantoan) com a epistemologia do ensino de Ciências (Mortimer; Schnetzler) e a justiça cognitiva (Santos), demonstra-se como barreiras epistêmicas, linguísticas e atitudinais perpetuam exclusões. Defende-se que a reconfiguração avaliativa é condição indispensável para a equidade, propondo uma avaliação mediadora, dialógica e sensível às diferenças, alinhada aos conceitos de zona de desenvolvimento proximal (Vygotsky), ética da diferença (Amaral) e educação libertadora (Freire). Conclui-se que a transformação transcende a adaptação, demandando ruptura com o capacitismo e adoção de paradigma que reconheça a diversidade cognitiva como fundamento para justiça cognitiva na educação química.

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Biografia do Autor

Rafael Soares Silva, Universidade Estadual do Ceará

Professor Adjunto de Ensino de Química da Universidade Estadual do Ceará (UECE). Pós-doutor em Educação, Contextos Contemporâneos e Demandas Populares (UFRRJ) e em Química (USP). Doutor em Ensino de Ciências e Matemática. Licenciado em Química, Educação Especial e Pedagogia. Atua na formação de professores da área de Química e Ciências e desenvolve pesquisas sobre ensino de Ciências, ensino de Química e educação especial. Coordenador do GeQuIN – Grupo de Estudos em Química, Inclusão e Novas Metodologias.

Referências

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Publicado

2026-02-18

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Como Citar

SILVA, Rafael Soares. In(visibilizar) para excluir: o Papel da Avaliação na Injustiça Cognitiva no Ensino de Química. Revista Ensino em Debate, Fortaleza, v. 7, p. e2026004, 2026. DOI: 10.21439/2965-6753.v7.e2026004. Disponível em: https://revistarede.ifce.edu.br/ojs/index.php/rede/article/view/168. Acesso em: 21 fev. 2026.

Edição

Seção

Ensaios

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